quinta-feira, 14 de novembro de 2024

Capitão Vasco Fernandes Coutinho

 Capitão Vasco Fernandes Coutinho


Masculino
aproximadamente 1493 – outubro de 1561

Family search ID GSCX-33B

Vasco Fernandes Coutinho (1490-1561) foi um fidalgo português e o primeiro donatário da Capitania do Espírito Santo, território colonial no que hoje é o Brasil. Nasceu em Serpa, Portugal, em 1488, e mais tarde foi um dos primeiros 12 voluntários de Portugal a vir para a recém-descoberta terra do Brasil. Ele conheceu a região que se tornou o Espírito Santo e administrou a colônia por 25 anos, apesar de ser militar de profissão.

 

Vasco Fernandes Coutinho era um fidalgo da Casa Real com carreira militar,  no  Oriente  e  em  Marrocos.  Estreado oficialmente  nas  lides  bélicas com  a  tomada  da  cidade  de  Goa  em  1510,  andaria  ele  entre  os  14  e  os  16 anos. Prosseguiu  daí  para  a  conquista  de  Malaca,  em  1511,  integrado  na armada  comandada  por  Afonso  de  Albuquerque,4tendo-se  distinguido  por ato  de  bravura  ao  enfrentar  o  elefante  sobre  o  qual  se  encontrava  o  rei enquanto a maioria dos companheiros de armas, assustados, recuaram para se proteger, ajudando à vitória portuguesa. Por dois anos permaneceu naMalásia como  capitão  do  navio Bretão,  com  o  propósito  de  firmar  e  estabilizar  a presença  lusitana.5Em  1513,  sabemo-lo  de  retorno  à  Índia  onde,  por  mais sete anos, serviu na esquadra do mar como capitão de navio, tendo uma vez sido  nomeado  para  a  alcaidaria-mor  da  fortaleza  de  Ormuz.


Tendo se destacado nas conquistas portuguesas na África e na Ásia, recebeu o título de fidalgo com direito a brasão, tença e casa em Alenquer (Portugal).

Estatua Vasco Fernandes Coutinho, Instituto Histórico e Geográfico de Vila Velha.

Foi agraciado por D. João III com a décima-primeira das quinze capitanias hereditárias nas terras do Brasil em 1534. A capitania do Espírito Santo

 






Vista do Vasco Fernandes Coutinho: notas históricas e genealógicas


O local e ano de nascimento e o casamento com o Capitão Jerônimo de Souza Brito evidenciam a origem da Barbara Coutinho como neta do Capitão Vasco Fernandes Coutinho. O artigo da página ancestralidades de Carlos Pinheiro também sustenta essa tese, a saber: Dos onze filhos de João de Souza Pereira " Botafogo"e de Maria da Luz Escorcio Drummond eu sou descendente da mais velha , Andreza de Souza .

Jerônimo de Souza Brito seria o quarto filho do casal que terá nascido por volta de 1585. 

Casou-se no Rio de Janeiro com a " capixaba " ( nome dado pelos índios aos habitantes do Espírito Santo) Bárbara Coutinho , cuja data de nascimento deve ter sido por volta de 1588.

O pai de Bárbara era natural de Guimarães,  Marcos de  Azeredo , filho de Francisco Lancerote de Azeredo e Isabel Dias Sodré. Izabel também deve ser minha " prima" pois era filha de João Álvares Sodré e Margarida Anes. Porém,  tenho que verificar.

O sogro do Jerónimo casou-se na cidade de Vitória,  no Espírito Santo com Maria Coutinha de Melo.

Maria nasceu no Brasil por volta de 1560 e era filha de Vasco Fernandes Coutinho e Ana Vaz de Almeida.

Assim, a mulher do primo Jerónimo era neta do primeiro donatário da capitania do Espírito Santo. 

A " nobreza" da terra já então praticava a endogamia e casavam todos entre si.

Vasco Fernandes Coutinho era filho de Jorge de Melo, o Lagio, e de sua mulher Branca Coutinho.

Tendo se destacado nas conquistas portuguesas na África e na Ásia, recebeu o título de fidalgo com direito a brasão, tença e casa em Alenquer.

Foi agraciado por D. João III com a décima-primeira das quinze capitanias hereditárias nas terras do Brasil, tendo o seu foral sido passado ainda em 1534.

Foi o quinto de uma família de nobres portugueses com o mesmo nome, nascido provavelmente em 1498, e, assim como os seu pai e irmãos, embarcou em caravelas para conquistas além-mar. Foi um militar vitorioso. Já rico, regressou a Portugal, casou-se e adquiriu propriedades. Recebia, como herói de conquistas e batalhas, uma pensão real.

Como homem de desafios e batalhas, solicitou ao rei D. João II uma capitania para administrar no Brasil, e foi a décima primeira, das quinze capitanias criadas. Para essa nova missão, vendeu todo o seu património, inclusive abriu mão da sua pensão, comprou a caravela Gloria, juntou 60 pessoas, entre fidalgos e degredados, chegando em terras capixabas em 23 de maio de 1535, um dia de domingo, consagrado ao Espírito Santo. Daí o primeiro nome de Vila Velha ter sido a Vila do Espírito Santo.

Teve toda sorte de dificuldades, mas realizou bastante, fez acordos com os índios, converteu alguns à fé cristã, fundou os primeiro engenhos de açúcar, construiu duas vilas (Vila Velha e Vitória). Viajou mais de uma vez a Portugal para buscar recursos e colonos para a sua capitania.

 Lutou com índios extremamente bravos que já haviam assassinado alguns de seus compatriotas, inclusive por meio de canibalismo, e fundou as vilas do Espírito Santo e de Nossa Senhora da Vitória. Desenvolveu a agricultura de cana-de-açúcar e montou engenhos para a produção de açúcar.

Foi injustamente, Vasco Fernandes Coutinho, excomungado pelo bispo Fernandes Sardinha, mais tarde comido pelos índios Caetés, devido ao seu hábito de, como os índios, “beber o fumo”. O  primeiro donatário do Espírito  Santo não foi um pobre e infeliz. Como capitão de batalhas vitoriosas, lutou tudo o que pôde para transformar o Espírito Santo em uma colônia portuguesa e conseguiu. 

Interessante notar a incrível capacidade de adaptação do português esteja onde estiver. Vasco não foi excepção.  Incorporou diversos hábitos no Brasil com os indígenas.  Embora não fumasse passou a mascar o tabaco nativo. Presumo que tenha ficado viciado.

Até finais do século XVIII, coexistiram duas formas de consumo: uma, minoritária, em que o tabaco era enrolado ou recheado com a planta triturado e outra, maioritária, em que o produto de maior qualidade (pó fino) ou dos resíduos (rapé) era aspirado pelo nariz. Também se usava o tabaco mascado, fumado em cachimbo, inclusivamente em cachimbo de água.

Portanto, ainda que não fumasse manteve o habito de mascar o tabaco e fez com que a Igreja se irritasse.

Casou 1.ª vez com: Maria do Campo, filha de André do Campo e Maria de Azevedo.

De com quem teve:

Jorge de Melo

Martim Afonso de Melo

Guiomar de Melo

Maria ou Catarina ou Maria Catarina de Melo Coutinho

Casou 2.ª vez com: Ana Vaz de Almada

De com quem teve:

Vasco Fernandes Coutinho, casado com Luísa Grimaldi, segundo outros casado com Joana de Carvalho ou, segundo ainda outros, apenas amancebado com Antónia de Escobar.

A mãe da Bárbara seria a Maria ou Maria Catarina Coutinho de Melo ou de Melo Coutinho. Portanto era filha legítima de Vasco com a sua segunda esposa. Ana Vaz de Almada nasceu em Portugal. Seu pai era Dom Fernando de Almada II, família ilustre do Reino. Seus descendentes em Portugal ainda possuem o direito de ostentar o título de Dom. 

Jerónimo e Bárbara tiveram pelo menos oito filhos entre 1614 e 1629; Maria de Sousa Coutinho, Isabel de Sousa Coutinha, Ana Coutinha, Salvador de Sousa, Luzia Coutinha , António de Sousa Coutinho,  Branca Coutinha e Andreza de Sousa Coutinha. 

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