Capitão Vasco Fernandes Coutinho
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Vasco
Fernandes Coutinho (1490-1561) foi um fidalgo português e o primeiro donatário
da Capitania do Espírito Santo, território colonial no que hoje é o Brasil.
Nasceu em Serpa, Portugal, em 1488, e mais tarde foi um dos primeiros 12
voluntários de Portugal a vir para a recém-descoberta terra do Brasil. Ele
conheceu a região que se tornou o Espírito Santo e administrou a colônia por 25
anos, apesar de ser militar de profissão.
Vasco Fernandes Coutinho era um fidalgo da Casa Real com carreira militar, no Oriente e em Marrocos. Estreado oficialmente nas lides bélicas com a tomada da cidade de Goa em 1510, andaria ele entre os 14 e os 16 anos. Prosseguiu daí para a conquista de Malaca, em 1511, integrado na armada comandada por Afonso de Albuquerque,4tendo-se distinguido por ato de bravura ao enfrentar o elefante sobre o qual se encontrava o rei enquanto a maioria dos companheiros de armas, assustados, recuaram para se proteger, ajudando à vitória portuguesa. Por dois anos permaneceu naMalásia como capitão do navio Bretão, com o propósito de firmar e estabilizar a presença lusitana.5Em 1513, sabemo-lo de retorno à Índia onde, por mais sete anos, serviu na esquadra do mar como capitão de navio, tendo uma vez sido nomeado para a alcaidaria-mor da fortaleza de Ormuz.
Tendo se destacado nas conquistas portuguesas na África e na Ásia, recebeu o título de fidalgo com direito a brasão, tença e casa em Alenquer (Portugal).

Foi agraciado por D. João III com a décima-primeira das quinze capitanias hereditárias nas terras do Brasil em 1534. A capitania do Espírito Santo
Vista do Vasco Fernandes Coutinho: notas históricas e genealógicas
O local e ano de nascimento e o casamento com o Capitão Jerônimo de Souza Brito evidenciam a origem da Barbara Coutinho como neta do Capitão Vasco Fernandes Coutinho. O artigo da página ancestralidades de Carlos Pinheiro também sustenta essa tese, a saber: Dos onze filhos de João de Souza Pereira " Botafogo"e de Maria da Luz Escorcio Drummond eu sou descendente da mais velha , Andreza de Souza .
Jerônimo de Souza Brito seria o quarto filho do casal que terá nascido por volta de 1585.
Casou-se no Rio de Janeiro com a " capixaba " ( nome dado pelos índios aos habitantes do Espírito Santo) Bárbara Coutinho , cuja data de nascimento deve ter sido por volta de 1588.
O pai de Bárbara era natural de Guimarães, Marcos de Azeredo , filho de Francisco Lancerote de Azeredo e Isabel Dias Sodré. Izabel também deve ser minha " prima" pois era filha de João Álvares Sodré e Margarida Anes. Porém, tenho que verificar.
O sogro do Jerónimo casou-se na cidade de Vitória, no Espírito Santo com Maria Coutinha de Melo.
Maria nasceu no Brasil por volta de 1560 e era filha de Vasco Fernandes Coutinho e Ana Vaz de Almeida.
Assim, a mulher do primo Jerónimo era neta do primeiro donatário da capitania do Espírito Santo.
A " nobreza" da terra já então praticava a endogamia e casavam todos entre si.
Vasco Fernandes Coutinho era filho de Jorge de Melo, o Lagio, e de sua mulher Branca Coutinho.
Tendo se destacado nas conquistas portuguesas na África e na Ásia, recebeu o título de fidalgo com direito a brasão, tença e casa em Alenquer.
Foi agraciado por D. João III com a décima-primeira das quinze capitanias hereditárias nas terras do Brasil, tendo o seu foral sido passado ainda em 1534.
Foi o quinto de uma família de nobres portugueses com o mesmo nome, nascido provavelmente em 1498, e, assim como os seu pai e irmãos, embarcou em caravelas para conquistas além-mar. Foi um militar vitorioso. Já rico, regressou a Portugal, casou-se e adquiriu propriedades. Recebia, como herói de conquistas e batalhas, uma pensão real.
Como homem de desafios e batalhas, solicitou ao rei D. João II uma capitania para administrar no Brasil, e foi a décima primeira, das quinze capitanias criadas. Para essa nova missão, vendeu todo o seu património, inclusive abriu mão da sua pensão, comprou a caravela Gloria, juntou 60 pessoas, entre fidalgos e degredados, chegando em terras capixabas em 23 de maio de 1535, um dia de domingo, consagrado ao Espírito Santo. Daí o primeiro nome de Vila Velha ter sido a Vila do Espírito Santo.
Teve toda sorte de dificuldades, mas realizou bastante, fez acordos com os índios, converteu alguns à fé cristã, fundou os primeiro engenhos de açúcar, construiu duas vilas (Vila Velha e Vitória). Viajou mais de uma vez a Portugal para buscar recursos e colonos para a sua capitania.
Lutou com índios extremamente bravos que já haviam assassinado alguns de seus compatriotas, inclusive por meio de canibalismo, e fundou as vilas do Espírito Santo e de Nossa Senhora da Vitória. Desenvolveu a agricultura de cana-de-açúcar e montou engenhos para a produção de açúcar.
Foi injustamente, Vasco Fernandes Coutinho, excomungado pelo bispo Fernandes Sardinha, mais tarde comido pelos índios Caetés, devido ao seu hábito de, como os índios, “beber o fumo”. O primeiro donatário do Espírito Santo não foi um pobre e infeliz. Como capitão de batalhas vitoriosas, lutou tudo o que pôde para transformar o Espírito Santo em uma colônia portuguesa e conseguiu.
Interessante notar a incrível capacidade de adaptação do português esteja onde estiver. Vasco não foi excepção. Incorporou diversos hábitos no Brasil com os indígenas. Embora não fumasse passou a mascar o tabaco nativo. Presumo que tenha ficado viciado.
Até finais do século XVIII, coexistiram duas formas de consumo: uma, minoritária, em que o tabaco era enrolado ou recheado com a planta triturado e outra, maioritária, em que o produto de maior qualidade (pó fino) ou dos resíduos (rapé) era aspirado pelo nariz. Também se usava o tabaco mascado, fumado em cachimbo, inclusivamente em cachimbo de água.
Portanto, ainda que não fumasse manteve o habito de mascar o tabaco e fez com que a Igreja se irritasse.
Casou 1.ª vez com: Maria do Campo, filha de André do Campo e Maria de Azevedo.
De com quem teve:
Jorge de Melo
Martim Afonso de Melo
Guiomar de Melo
Maria ou Catarina ou Maria Catarina de Melo Coutinho
Casou 2.ª vez com: Ana Vaz de Almada
De com quem teve:
Vasco Fernandes Coutinho, casado com Luísa Grimaldi, segundo outros casado com Joana de Carvalho ou, segundo ainda outros, apenas amancebado com Antónia de Escobar.
A mãe da Bárbara seria a Maria ou Maria Catarina Coutinho de Melo ou de Melo Coutinho. Portanto era filha legítima de Vasco com a sua segunda esposa. Ana Vaz de Almada nasceu em Portugal. Seu pai era Dom Fernando de Almada II, família ilustre do Reino. Seus descendentes em Portugal ainda possuem o direito de ostentar o título de Dom.
Jerónimo e Bárbara tiveram pelo menos oito filhos entre 1614 e 1629; Maria de Sousa Coutinho, Isabel de Sousa Coutinha, Ana Coutinha, Salvador de Sousa, Luzia Coutinha , António de Sousa Coutinho, Branca Coutinha e Andreza de Sousa Coutinha.


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